2012/11/24
O general e o cozinheiro
"Será uma morte lenta", assegurou o general, "faz parte do contrato", enquanto o cozinheiro deslisava sua faca pelo pescoço de Felipe, linhas verticais em torno de seu pomo. O suficiente para um fino traco vermelho sangue brotar.
"Não, não, por favor, você não entende, eu num posso morrer.. tenho muita coisa pra vê ainda". O general ouvia o garoto suplicar do canto da sala, longe o suficiente para não manchar sua farda, mas perto o suficiente para garantir que o contrato seria cumprido. Os termos eram claros, a morte viria, lentamente, das mãos de ambos.
"Olha o que eu fiz pra vocês? Bah, eu ando aqui em Cuzco faz um tempo já, fiz umas merdas, eu to sabendo, mas quem eh que não faz?". A faca continuava seu caminho pelo peito. Mamilos, barriga, umbigo, tudo já jorrava sangue. Mas o cozinheiro sabia que essa era só a parte "lenta" do contrato, não a morte.
"Porra, eh dinheiro que vocês querem? Não tem um puto na minha bolsa, mas deve ter alguma coca." "Folha de coca?", o general respondeu prontamente, e a faca do cozinheiro interrompeu sua jornada a dois dedos do umbigo de Felipe. "Não velho, porra, o pó, não deve ter muito, mas eh tudo de vocês". Os olhos do general voltaram para o mesmo vazio de antes, e o cozinheiro terminou seu trajeto. O garoto já era vermelho de cima a baixo, mas ainda não tinha gritado. Dor não estava no contrato. Para o próximo passo, o cozinheiro precisaria de outra faca. "Não, espera, eu entendi, eu sumo daqui, não, a boca, aaaaahrg". Felipe resistia com toda a forca que restava, mas cortar a língua de alguem para o cozinheiro era tao natural quanto fatiar cebolas.
"Preste atenção, Felipe. Você vai morrer. E lentamente. Dor não está no contrato, mas a sua língua era necessária". Mais um detalhe contratual do que puro sadismo, a língua dos jurados de morte tinha que ser removida para evitar argumentacão. Um pouco de dor também torna a próxima parte mais aceitável, da algo para o jurado pensar enquanto a morte não chega. "Nosso contrato foi firmado pela sua irmã, onze meses atrás, ainda no Brasil. Ela quer que você morra, e lentamente". O sangue jorrava pela boca do garoto, mas o cozinheiro providenciara que a cadeira estivesse levemente inclinada para frente, evitando um eventual sufocamento, e consequente quebra contratual.
A expressão nos olhos da pessoa que acabou de descobrir quem ordenou sua morte varia muito. Muitas riem, algumas choram descontroladamente, outras juram vingança - mesmo com a língua cortada. Na classificacao feita pelo general, Felipe decidira pelo descontentamento e profunda tristeza. Nos ultimos três meses que acompanhou Felipe, o garoto ligava frequentemente para Porto Alegre, para o mesmo numero que, meses antes, havia firmado seu contrato. De certo que reconhecer o nome de seu assassino deve causar sofrimento, mas o general gostava de deixar essas divagacoes filosóficas para o cozinheiro.
Já pálido, o garoto nao resistia mais. O chão já continha grande parte do seu sangue. Mas o cozinheiro sabia que aquela deveria ser uma morte lenta e, tal como as clássicas tentativas de suicido por corte dos pulsos, uma pessoa raramente morre por hemorragia se o corte não atinge uma artéria. E, é claro, a sobrevivencia de Felipe não era opcao, nem mesmo uma possibilidade. Sua morte era um fato, e o cozinheiro havia garantido isso com a quantidade e profundidade exata de cortes pelo seu corpo. Uma lenta, mas relativamente indolor, morte estava assegurada por hemorragia.
O general contudo ainda não havia feito sua parte. Retirou um pacote de pilulas brancas do bolso e caminhou lentamente em direcao a Felipe. Nao para deixar a cena mais tensa, mas para evitar que gotas de sangue respingassem em suas calcas. "Engula essas garoto, vai te ajudar", disse o general enquanto gentilmente forcava as aspirinas pela garganta de Felipe. A ausência de língua torna o processo de engolimento mais complicado, mas o sangue ajudou as aspirinas a descerem.
Sentados, o general e o cozinheiro permaneceram pelos próximos setenta e cinco minutos em silencio, observando o garoto, em hemorragia intensa, sangrar até a morte. A gravacao só então foi interrompida. Embora considerada uma quebra de privacidade pelo general, gravar a morte de um jurado havia sido uma forma muito mais limpa de provar o comprimento do contrato do que como nos velhos temos, quando uma cabeça na caixa era pratica comum do mercado. Morte às 12:07, Cuzco, Peru.
Por: Vitor Hugo Louzada @ 21:24
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2012/09/17
Inside out lonely death metal reversion
I have forgotten what it's like to be alone, after living so long with friends.
I realize, that having the ones I hold dear to me around, in part defined me,
and without them, I'm reverting to some sort of previous primordial state.
In the silence I'm now forced to look inside myself....
as I stare inside out, an ever so quite death metal track starts to phase in.
The song is trying to tell me something about my new life...
Where are you? I need to flee...
into another dimension
R: The symbolic leaving of my friends, fleeing into my new and sole escapism,
which is obviously math tainted with death metal: that other dimension.
"after all the pain you caused me...streaks of blood still run down the wall."
R: The aftermaths of a diet based on only curry.
"Repulsive colors infest my brain, this will surly drive me insane, in a world so cruel and dark,
I really need a change of heart."
R: The flashing imagery of Scots swirling in their colorful kilts as they dance a Ceilidh in this sunless land,
and how I must replace my heart with a chunk of hard Scottish rock to endure.
The rain has fallen so that my fire is put out
The fire that once burned so mighty
is extinguished to its ground
R: What cold Scottish rain is doing fiery enthusiasm
Por: Robert M Gower @ 20:05
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2012/07/18
Vendo Mesa de estudos de madeira macicço
Tampa: 65 cm X 105 cm
Altura: 80 cm
Preço: 350 R$
Apenas um ano de uso em perfeito estado de conservação!
Por: Robert M Gower @ 22:29
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2012/07/05
Vou para escócia, e la é tão frio que preciso vender todas as minhas coisas para compra roupa suficiente para me proteger do frio. Estou vendendo tudo barato e abaixo do preço de mercado por causa da minha urgência (saindo do pais em 30 dias).
Mesa de Jantar de madeira maciço 78 X 155cm com 5 cadeiras
Preço: 450 R$
Amplificador Peavey Rage 158
Peço: 300 R$
Guitarra Jackson JDR
Preço: 650 R$
Pedal Metal zone
Para quem curtir uma distorção pesada
Preço: 150 R$
Por: Robert M Gower @ 20:40
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2012/03/23
Goldman Sachs and PR problems
Goldman is going through a bit of a bad patch with humanity. Though the underworld servants have always been the majority of their clients, humanity comprised a fair share of their business. When questioned about such PR problems their marketing director, Mr Yoursoul Wewantith , answered defensively: "We've had no such problems, in fact we haven't had a single Puerto Rican on the pay role since last month. We fired their Latin asses!"
Given the negative acceptance by the public of the directors Statement, the vice president of the financial arm made a come back statement in an attempt calm public furor "We are willing to exchange the future ransom of all human infants for public acceptance."
Just last month, former Goldman Sachs employee in Japan made a formal protest against the harsh manner in which the company "let him go". He said, in a firm but slightly irritated tone, that he was so upset by the companies attitude that he even tried to give them the finger, though Goldman Sachs human resource zombies had slashed his wrists, making such a movement impossible.
Por: Robert M Gower @ 21:21
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2012/03/21
"Just divide the vector by that matrix there, durrr" --anonymous engineer
The Amazingly Witty Eloquent Solitary Opinionated Mathematics spEcialist: "It appears that every unit of growth from datum A implies in a logarithmic growth of datum B" Engineer: "Just fit a line" The AWESOME: "What? I'm telling you, we know it's functional form, it's just A = log(B)" Engineer: "Just fit a line, durrr"
Are you tired of hearing this and other drunken slurs from sober engineers? Have they imposed shortcuts when all was need is a simplex? Did they hire a engineer to do a mathematicians job?
Step 1: Lock up the engineer. When questioned, say he drank himself into a stupor, no one will question this. Step 2: Do his job forever, and avoid mentioning that he ever existed.
Por: Robert M Gower @ 23:24
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2012/03/20
The Investment Bank
Working for a Investment Bank is a noble endeavor, much like whaling. And like whaling, after a hard working crew captures a large and rare whale, they will Bathe themselves in their captives blood, so will bankers bathe themselves in whale blood after successfully securing a large investment. This is not the only wildlife experience one will have when working in the Bank. It is known that large strategic consulting firms will go out clubbing to commemorate. Bankers on the other hand prefer Clubbing baby seals.
The idea that Banks steal peoples money is completely misconstrued. The Bank, or it's pet name: the Soul Vault, is actually is the business of robbing peoples spirit and humanity. Common people do not understand the value of such a collection. But the Investment Bank does. Upper management will then infuse these souls into organic mass to then proceed to rub them against their private parts.
Despite their peaceful profession, Soul Vaults have had some PR problems in the past, the Rolling Stones Magazine coined the term Vampire Squid for Goldman Sachs, I quote
“The world's most powerful investment bank is a great vampire squid wrapped around the face of humanity, relentlessly jamming its blood funnel into anything that smells like money.”
Though Goldman Sachs have come out on top from these affairs by simply continuing to roll in da cash. Later on in the article, the author lets slip that he in fact admires the squids capacity to find lucrative opportunities even during the economic recessions, I quote
“If America is circling down the drain, Goldman Sachs has found a way to be that drain.” Other polemic PR cases surged after it was made public that the employment contract for Goldman Sachs contained the followed exert:
“Upon signing this employment contract, the employees mortal soul and physical remains henceforth belong to Goldman Sachs inc. ”
Though it is known that one resigns ones soul to work for the Squid, this whole physical remains part is new. Time soon shed light on this misunderstanding, after, through a Cooperative business action with DarkArt inc, the Squid has successfully resurrected former (or should I say law binding) employees. The “ Round two Slaves” have had to be kept separate from their soft warm counterparts for being known not to play nice, the stock value of the squid has sky rocketed showing the clear approval of the stock holders.
Por: Robert M Gower @ 21:06
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2012/03/18
Bits of Nerv Nerv is alive. If yes, can it die? To better answer this postulate, let us take a pause to analyze how this thing called Nerv functions.
Like many specimens from the Fungi family, Nerv came to being in a dark and humid corner of the world. A student kitnet. Much like an amoeba, this student conglomerate started to swallow more and more student entities. At it's peak, the amorphous Nervmass was in the minds and conversations of many a student. This has been proven by examining the feces of deceased subjects. Admittedly, the subjects were taken down by the examination team for study. But rest assure only students were hurt to produce this documentary, and no real people or animals.
One day, like a violent, though voluntary, sneeze, Nerv spread it's gooey entrails over the continents. It has been said that the specs of Nerv-phlegm found across the seas continues to function, a most interesting aspect of the Nerv-thing.
The Nerv also suffers from an incurable internal moral rot. Though the Nerv keeps it's behavioral disease under control using a fascinating escape vent. You see, the Nerv-Blob uses the Nerv-Blog to spew puss and corruption on the exterior world. While the world actively avoids any direct contact with the putrid Nerv-exhale, according to the blog statistics, the larger part of this visceral emanation is absorbed by the foreign units of Nerv-phlegm. One might even construe that this, in part, explains how the distant Nerv bits continue to be Nerv.
To be continued.
Por: Robert M Gower @ 23:59
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Karateguxos e Javalis de kimono
Cansada, porem correndo na chuva. Correndo na direcao do meu clubinho de karatecazinhos. Rangendo os dentes com desgosto ao lembrar das extensoes de braço moles que apelidaram de "socuxos". Dificil decifrar o proposito destes socuxos. Apos inumeras observações, deduzo que e uma forma ritualistica de exprimir felizidade ao ver seus amigos karateguxos chegando na aula. Esses espasmos pseudo-aleatorios certamente nao tem proposito violento, e o certamente nao estao imaginando um inimigo invisivel.  Aproximando da associação de ursinhos de pelucia de kimono, a frustração cresce. Meu corpo e pernas fisicamente recusam ao parar no clubinho, e continuo correndo. Correndo e cansando na chuva. Hipnotizado, entrei em transe. Começo me imaginar empalando vários karateguxos enquanto choram, e entre lagrimas e solusos falam que me amam e que apenas queriam um abraco. Acordo de-repente do meu doce sonho, pois uma pequena placa acima de uma porta pegou minha atencao `karate-do`, e era esse caminho mesmo que ia pegar. Subo uma escada estreita e me desparro com um especie de javeli-ogro. O javeli, com um constante franzido, incomodado que sociedade por não esta em guerra medieval ou rixa tribal. Ligeiramente infelize por estar em kimono, quando queria de fato estar vistindo o pele dos seus inimigos. Contorno esse ser para entrar em dojo. Dentro do dojo dez karatecas velho esculpido em pedra e raiva inata, executam golpes em uniao. Cada soco emitido com o pleno proposito. Claramente imaginando um inimigo invisivel do que noa gostava, e que desejava nunca mais respirasse.
Vou me dedicar mais ao karate nesses dias para manter minha mente ocupado... ou vazio dependendo do seu ponto de vista.
Por: Robert M Gower @ 23:35
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2012/02/07
Encontrei o primeiro relatório da viajem bolivia-peru. Isso foi documentado antes da criação do captain's log.
Relatorio de viajem I.
Oficial de seguranca Robert Gower, stardate 20.07.2009.11:55 Saimos do interior (campinas) e megulhamos no interior do interior. Um fato cultural curioso é que os habitantes destas regiões se guiam
pelo cheiro do tipo de fertilizante usado nas fazendas, ao invez de placas.... Dado as limitações olfáticas do copiloto do momento (captain Victor), ficamos levemente perdidos....Mas usando a posicao do sol e ´´a ciência ´´ encontramos o caminho novamente.
Ao entrarem no Mato grosso, comprovamos a superioridade do nosso estado sp baseado somente no nome, por exemplo: ´´¿Quer ver o meu mato grosso? ´´ (¿teclado español és muy engracado?) ´´¿Quer conhecer o mato do meu grosso?´´ ....etc
Quando o sol desiste do seu turno, a nerv continua....e é a minha vez de ocupar o cargo de piloto. Cogito que, tendo dormido apenas 6 horas nos últimos 2 dias tenha afetado minha interpretação da realidade, mas vi algumas coisas notáveis de noite na estada: - Um hidroelétrico fenomenalmente grande, demorou 20 min só pra cruzar de carro
- Um campo com flores gigantes e rebanhos de hipopótamos que estavam sendo cavalgados por coelhos com olhares sinistros, tipo assim >.< (Agora q tou pensando direito, talvez isso não aconteceu de fato)
(Eu que via a maioria do tempo na estrada)
Outro possivel efeito colateral do sono, os refletores na rua (tartarugas, olho de gato, são outros nombres) estavam implorando que eu brincasse de conecte os pontos, causando desespero no meu copiloto(yanky).
Após uma dose não recomendado de cafe, consegui cruzar aquele fino divisa entre realidade, e ´´coisas malucas q estao apenas na minha cabeca´´, e volta a dirigir. O soundtrack principal foi ´´what I got´´ do sublime, selecao yanky. Ouça, é legal. Chegamos em campo grande, durmimos apenas 6 horas e fomos para Corumba, a divisa entre brasil e bolivia, exaustos apos 1300 km de viajem, to be continued.....
Por: Robert M Gower @ 22:16
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2012/02/05
Hemorroides are much like nomadic dictators. They come and go as they please, and when they do so choose to stop by, it usually involves quick and violent blood shed. --Unkown Nervian Author
Por: Robert M Gower @ 23:06
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2011/12/22
 Just a copy of an email I sent out to Nervians:
"I am just copying and pasting what I sent through chat:
neeeed friend.... friend energy level running on emergency power... it has just been a crappy stressed out day of paper shuffling paper and dead-lines. However hard work does inherit pleasurable break, unless you are alone in your office and talking to yourself. With all the people I know I still don't have a posse or anything that resembles some sort of frequent homo-quire interaction..
I am almost turning to the unspeakable: letting myself get addicted to Facebook games.Which reminds me of quote a wise-dumbass friend of mine once said (Bruno): "O que seria da vida sem video games e viadagem?"
I start confessing my boring day and chores to random people, like in the cafeteria queue I told some girl about my life sucking tutorials, then I told my tutorial students about the annoying girl I met in the cafeteria queue. Stuff like a School Visit I'm doing tomorrow: I have to catch a bus 8am in the morning to god knows where with me and myself (where I will conduct a vivid discussion on my childhood traumas). Then I must walk kms to a community school, give 2 back to back F*£$ identical lectures on why they should study science at Galway (and I really don't know why they should).
Funny thing about random people, they never talk back, they just slowly nod until the first opportunity they have to get away. I know non of you one will answer this, because you all only really cared about my physical presence (my awesome bod), now that I'm far what good am I to any of you, right? I totally get it... so no worries.
Back to work. I send hugs where appropriate.
P.s Victor and Rob, coloco essa merda no Blog?"
Por: Xeno @ 12:54
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2011/10/05
A história começa com um barco japonês de caça baleias perdidos pelo mar e desesperados, e termina com o fato que nunca mais dancei com o blob fish do post anterior. Deixo como exercício para o leitor conectar as pontas... mudei de ideia, estou entendiado (e eu o subestimo). Os baleiros japonese apesar de fétidos e sanginarios, também possuem la suas necessariedades. Os baleiros também amam. E foi pela busca de um amor sujo e sanginario, que encontraram o poço sem fundo da carência, que, apesar que seus arpões podiam penetrar a suas carne gelatinosa, nem sequer arranharam o seu espirito dormente.
E é a infinitude do seu amor que os fazem levar aquele misto de peixe e descargo humana de volta para o continente, ao invés de matar-lo e entregar o seu corpo para os cães do mar.
E em Toquio, que a nossa massa amorfa conhece os prazeres da musica. Jogada na vielas do cais de Okinawa, que ela(?) ouve um jovem sambista brasileiro, trabalhando por uns trocados para entreter as flautas dos marujos, e se apaixona. Sua musica reflete por suas divisões e compartições internas, que somente o bardo se atreveria a chamar de orgãos. Seu ritmo estremesse todos os componentes fundamentais da estrutura da sua matéria. Apaixonada, no auge da reverberação da sua viscosidade, propõe ao brasileiro que navagem de volta para a terra de tão bonito ritmo, e, em troca, poderia mordiscar os fungos e musgos que proliferam em suas costas*. Já no Brasil, é em são paulo que nossa besta começa a preencher o vazio do seu segundo esófago onde ela guarda a sua alma. Indo periodicamente as aulas de dança, a desformidade ambulante sacia sua necessidade ao tentar fagocitar um inocente inglês.
but not this time.
Com minha incapacidade musical, minha falta de ritmo, pisei em todas as saliências corporais que um criativo taxonomista poderia chamar de pés. Forçando o nosso desamado ameboa a nunca mais retorna ao condado de vila mariana.
*Envólucro traseiro?
ass, Torugo e Eldronin
Por: Robert M Gower @ 23:20
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2011/09/07
 (Versão portugues logo abaixo) I went to a dancing class last week, where I happened to dance with a mythical sea creature. Now, you could tell it was a sea creature, for by a mere glance you could see that it was not designed to move on land, and it certainly would not take off and fly, but it did seem equipped to perhaps just float. Mythical, for I had only seen similar sorts in books of legend, and normally hercules would be kicking its ass, or in comics, and in this setting, it would normaly long for human brains, and the only way to put the beast out of its misery would be a shotgun blast in its eyes. Now given that land locomotion was very difficult for the beast, dancing proved a feat beyond impossible. I don't think I will go again....
Fui dançar na semana passada, onde, por mero acaso, acabei dançando com um bixo mitológico e aquático. Dava pra ver que era aquático, por que obviamente não foi projetado para se mover na terra, e certamente não iria decolar e levantar voo, mas era razoável pensar que a criatura era capacitada para possivelmente flutuar de forma imóvel. Mítico, bem, só vi coisas parecidas em livros de mitologia, e estes geralmente o Hercules derrotava, ou em jogos e gibis, e neste contexto, a criatura desejava cérebros e a unica cura era uma escopeta no olho da maldita. Agora, dado que locomoção terrestre era muito difícil para o animal, dançar era um sonho inalcançável. Acho que não vou voltar....
Por: Robert M Gower @ 22:16
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2011/06/21
Though thou may be-th right-continuous, thou is not at all righteous, for there is no limit to your lack of morality, as is evidenced in your lack of left continuity.
Por: Robert M Gower @ 16:01
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Copyright Deborah Happ 2007
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